terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Onde deixamos a Cruz de Cristo?


Se temos por base as “Escrituras Sagradas” como nosso manual de fé e prática, obviamente temos extraído dela um mesmo conceito que atravessaram tempos, culturas e divergências teológicas, exalando para um mundo corrompido uma mesma fragrância de um perfume que jamais deixará a mente dos que olham para cruz.
   Esse perfume do qual eu falo, é o mesmo que insistimos em misturar com outros componentes e outros aromas afim de que o torne mais atraente e mais adequado ao olfato de quem o deseja, mas não em sua forma original.
   O fato é que o evangelho entregue em nosso lares, seja através dos livros, CDs, jornais e programa televisível, muito se tem distanciado da sua forma original e muito longe nos tem lançado do alvo que verdadeiramente deveriam nos remeter.
   O que era pra ser tão comum pra quem já conhece o evangelho torna-se uma incógnita quando nos referimos ao teor da centralidade do evangelho. Olhar para a cruz e vê-la vazia, traduz não o motivo por quem a teria esvaziado, mas sim o vazio de quem a deveria ter ocupado.
    A igreja brasileira em um sentido geral tem despencado a um abismo sem fim, e muitos tem sido os fatores que contribuem para esse “empurrãozinho ladeira abaixo”. Essa chuva de chamados à prosperidade ao triunfalismo ao determinismo e legalismo cristão está olhando para cruz e dizendo: “Muito lindo Senhor... através disso, agora tomo posse de tudo que é meu, não vou mais sofrer aflições porque eu determino as minhas bênçãos, afinal de contas eu mereço porque que tenho obras”.
  Esse desvio teológico afasta a cruz dos nossos púlpitos, dos nossos lábios, dos nossos corações e da saúde da igreja. A morte de Jesus foi o sacrifício expiador por causa do qual Deus desviou de nós a sua ira, o preço de resgate pelo qual fomos redimidos, a condenação do inocente para que o culpado fosse justificado, e o sem pecado fosse feito pecado por nós.
   Essa foi a realização de Deus na Cruz, esse é o cunho central que deve envolver a igreja brasileira, porque esse amor nos constrange ao ponto de olharmos para qualquer outro benefício realizado por Ele em nós, e ser como uma conta perdida que mesmo que seja paga, já não mais a esperávamos.
 
Texto: Isamaira Moura da Costa (minha esposa)...

Artigos Relacionados

2 comentários:

  1. Um ótimo texto sobre o mesmo assunto a Cruz de Cristo; http://giovannipinto.wordpress.com/2012/12/21/o-escandalo-da-cruz-de-cristo/

    ResponderExcluir