terça-feira, 6 de agosto de 2013

Então vocês querem respeito não é?

            Já dizia a velha frase: “Respeito é bom, e eu gosto”. Mas afinal o que é respeito? Junto com a palavra respeito, outras palavras se tornaram recorrentes na mídia, e no meio de alguns grupos que se dizem ativistas, como: minorias, segregação, racismo, preconceito, homofobia etc.

            Com a chegada do Papa Francisco ao Brasil para a Jornada mundial da juventude, algumas coisas simultaneamente ocorreram. De um lado, o fervor católico religioso demonstrado principalmente entre os jovens, e do outro, uma ojeriza religiosa representada por grupos que se intitulam minorias, a exemplo da marcha das vadias; Lgbt’s e ateus. Esses grupos constantemente vêm cobrando da sociedade, e principalmente dos religiosos o respeito e tolerância a suas crenças e práticas. Argumentam que o Brasil é laico e democrático, e por isso possuem a liberdade de expressão, para fazer da mesma, o que der na telha.

          As ditas minorias, na verdade tem um sonho de se tornar “maioria”, pois no pensamento dos mesmos, talvez a quantidade exerceria um silenciar na opinião dos contrários. Essas minorias que pedem um senhor respeito para suas ideias e práticas, mais uma vez deixou claro sua mensagem: “Vem a nós, mas ao vosso Rei, nada”.

Os Ateus por exemplo, representados pela ATEA (Associação Brasileira, de Ateus e Agnósticos), promoveram um “desbatismo” com muito sarcasmo, tentando uma desconstrução religiosa e contestando os gastos do estado com a vinda do Papa, e que diga-se de passagem, foi em torno de 118 milhões . Esses mesmos ateus, são uns dos que mais cobram respeito por suas convicções, mas na prática...

O movimento Lgbt como sempre, lutando e protestando contra a descriminação de seu grupo, nem sempre dialogam como propõe, mas partem para apelação (pois sua luta nem sempre fica no campo das ideias), e a partir disso, não só se expõe ao ridículo, mas também ridicularizam a fé cristã ou não, se fantasiando de personagens bíblicos, como Jesus na cruz, etc. Acredito que todo protesto e luta por direitos é valida, desde que não haja vandalismo, e desrespeito com as convicções de quem quer que seja, pois, “A sua liberdade começa, onde a do outro termina”.

Dos grupos citados, o da “Marcha das Vadias” foi o que mais causou impacto com seu protesto. Estavam nus ou seminus com seus corpos pintados, cartazes, palavras de ordem como: “Chupai-vos uns aos outros”, “Tirem seus rosários dos nossos ovários”, ”Meu útero é laico”; e diversas frases antirreligiosas etc. Mas a coisa não ficou por aqui, partiram para o desrespeito e baixaria. Começaram a afrontar a fé católica, sentando em cima da cruz e a introduzindo no anus, e o mesmo se deu com a imagem de Maria. 

Não sou adepto a adoração ou veneração de imagens como pregam os católicos, contudo, eu os respeito. O que esse grupo fez foi causar ainda mais estranheza e repulsa com seus atos. Não acredito que será desta forma que conseguiram seu espaço. Não é me impondo e coagindo que serei aceito. Não é hostilizando a fé e ideais que o meu serão respeitado.

A cada dia fica mais patente o famoso provérbio popular: “Faça o que eu falo, mas não faça o que eu faço”. Essa conversa de pluralismo, respeito, diálogo e direitos e deveres, é pura balela. Na prática as ditas minorias estão se impondo e tentando colocar de goela a baixo na sociedade, suas ideias e atos, e ai daquele que discordar, pois poderá ser chamado de homofóbico, preconceituoso, arcaico, fundamentalista, conservador e, ainda corre o risco de ser preso ou responder a processos.

O Profeta Isaías diz: "Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo" (Is 5.20). Sinceramente não tenho uma visão otimista do futuro, muito pelo contrário, parece que as coisas estão assustadoramente indo a pior.

Que o Senhor Jesus tenha misericórdia, daquilo que se convencionou chamar de ser humano... 

Obrigado!

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