quarta-feira, 25 de setembro de 2013

OS GREGOS ESTÃO COM TUDO!

“Eu quero Tchu, eu quero Tcha...”, mas o “O jeito é dar uma fugidinha com você”; porque eu quero é “Créu, créu”. Vai começar os “show das poderosas”, todo mundo fazendo “quadradinho de 8”... (mais que raio de música que é essa?).
Um grande mestre e profeta um dia nos disse (vocês com certeza sabem quem é..), “A boca fala do que o coração está cheio”. Mas cheio de que? Não é preciso ter uma visão crítica para perceber que o que a sociedade (sem generalizar) está cantando e fazendo, demonstra claramente o que está em seu coração. Em uma das reportagens do Profissão Repórter a um dos bailes funks, do Mr. Catra, lhe fizeram a seguinte pergunta: Por que você canta estas letras com teor erótico? Ao que ele respondeu: Só estou cantando aquilo que está no coração do homem. Pergunto, será mesmo que é isso que está no coração do homem?
Observando os rumos que está tomando nossa cultura, começo a perceber que estamos fazendo um retorno aos gregos. Calma! Não vamos falar de política e nem da crise financeira que está enfrentando a Grécia. Falo um pouco do passado, mas um passado que parece presente. Vamos nos remeter a pelo menos 300 anos antes de Cristo, ou seja, a coisa é velha mesmo.
Dos muitos movimentos filosóficos da antiguidade, o Hedonismo acabou em nossos dias se tornando uma luva para os atores sociais citados por Mr. Catra. Segundo Aristipo de Cirene e Epicuro, os principais expoentes desta corrente filosófica, diziam que o bem supremo da vida é o prazer, ou seja, tudo deve ser feito para suprimir a dor, e logo obter o prazer.
“Para ele (Aristipo), existia o movimento suave da alma, que seria o que chamamos de prazer, e o movimento áspero da alma, ou seja, a dor. Aristipo concluiu que, independente de sua forma e origem, o prazer tem sempre o objetivo de diminuir a dor, sendo o único caminho para a conquista da felicidade. O filósofo ainda afirma que o prazer do corpo é o sentido da vida. Esta ideia é defendida por outros hedonistas clássicos como Teodoro de Cirene e Hegesias de Cirene”
            Seria verdade então, o que os próprios gregos pensavam acerca do eterno retorno? Ou seja, que tudo se repetiria novamente? Sabemos que a antiguidade grega-romana foi tão ou talvez até mais promiscua que agora. Basta olhar para o ritual de adoração a Dionisio/Baco ou para Afrodite etc., o culto a fertilidade era literalmente um bacanal, ainda que para época, não tinha a leitura e visão de sociedade que temos hoje, e isto é importante lembrarmos, senão cometeremos um grosseiro anacronismo.
            Tudo bem, os gregos e romanos clássicos já não existem mais, mas suas práticas ainda que não tenham nenhuma conotação religiosa, estão extremamente presentes em nossa sociedade. Olhem as letras de “nossas” músicas; programas de TV, praticamente todos há mulheres seminuas e um forte apelo à sexualidade; existe um crescimento muito grande, pelo menos nos grandes centros, de casas especializadas em trocas de casais, swing, onde o cliente faz a configuração sexual que quiser. Essas práticas sociais confirmam nosso pensamento.
            No dia 07 de setembro na (minha) cidade de Primavera do Leste-MT, no encontro de motoqueiros da cidade, as altas horas da noite, várias mulheres, que não se sabe a procedência e índole, tiraram a roupa, e desfilaram peladas nas motos, se insinuando, exibindo seu corpo e sendo tocadas pelos participantes. A pergunta que não quer calar: Por que tanto homens como mulheres tem desejo de praticar isso? Por que causa euforia e êxtase, quebrar as barreiras da moral e bom senso? Enfim, talvez Freud estivesse realmente certo.
            Sigmund Freud, médico psicanalista austríaco que viveu no século passado, defendeu algumas teses das quais, acreditava que o homem na verdade deseja é se comportar como animal, e viver sem escrúpulos, aflorar sua sexualidade, mas infelizmente as normas sociais-religiosas estabelecidas o impedem para tal. Mesmo assim, isso já não é mais impedimento para o homem, pois, está quebrando os paradigmas que até então eram considerados “éticos” e bons para a sociedade. Assim, não importam mais as regras, eles querem é jogar.
            O lema de nossos dias é: “Seja feliz, não importa como. Tenha prazer do jeito que quiser, isto é o importante”. Sabemos que cada um é livre para fazer o que quiser, embora possa pagar por isso. Mas o que me preocupa é, aonde chegaremos? Salomão no livro de Eclesiastes 11.9 no trás um conselho, “Jovem, anda pelo caminho do teu coração e pela vista dos teus olhos, sabe, porém isto, que todas estas coisas, Deus te trará a juízo”.

            “Somos livres por nossas escolhas, mas prisioneiros das consequências”.


Obrigado!

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Um comentário:

  1. Gregos, troianos, judeus e pagãos; seculo V A.C,, seculo XXI da era cristã é mesma coisa, pois o ser humano é o mesmo. Nada novo abaixo do sol, meu estimado; nada novo.

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