sábado, 3 de outubro de 2015

O ÍMÃ DA CRUZ E O MAGNETISMO DO AMOR.

por Sandro VS

O evangelho de João não narra a angustia do Getsêmani, mas nos dá sérios sinais da pressão da cruz proposta a Jesus aqui. 

A resposta em forma de pergunta, "Pai salva-me desta hora?", tinha a intenção de apontar que a hora a que Jesus se refere era a da cruz, o momento crítico da salvação dos eleitos.

Por isso a exclamação convicta, "Pai glorifica teu nome!", é a resposta final de Jesus a qualquer receio às implicações da crucificação. 

A confirmação de que a cruz era determinante para concretizar o resgate destes escolhidos veio por meio de uma voz, a mesma voz que, pelo seu poder, trouxe o tudo do nada e que, mais uma vez, transformaria o caos em vida, fazendo nascer, do caos do pecado, novas criaturas, ou seja, entre o caos e a vida surge sempre a voz de Deus. 

A verdade desta afirmação está exatamente no fato de Jesus garantir que a voz não soou por sua causa, mas por causa dos que ouvem e confiam em suas palavras, pois, ao enfrentar a cruz por estes, Jesus não só estabeleceria o fracasso iminente do pecado destes, como também a queda do seu maior fomentador, o príncipe deste mundo. 

Mas, ao afirmar que seria levantado em uma cruz, a primeira reação dos ouvintes é aquela instalada em corações que anseiam por um herói, isto é, entendiam que o Cristo seria o líder invencível que dirigiria os irresistíveis exércitos celestiais contra as nações inimigas e estabeleceria um reino prepotente e arrogante contra estes. 

Não podiam crer que para a eternidade do reino invadir a história era necessário que o seu Rei experimentasse a morte para enfim vencê-la em uma cruz na história. 

Mas o que o Cristo diz a respeito de como este plano se aplica é que é impressionante! 

Ao sofrer todas as dores referentes à crucificação e por fim ficar pendurado nela, Jesus afirma que um magnetismo atrairia todos os que foram levados a confiar em tudo o que ele dissera.

Assim, o que fica afirmado na cruz é que, diferente das conquistas procedentes das guerras, os resultados obtidos por ela são eternos e imutáveis. 

É inegável que impérios erguidos sobre a força e o poder desaparecem e que o que resta deles é só lembrança, entretanto, o Reino de Cristo, baseado sobre uma cruz, estende-se mais e mais. 

Como escreve William Barclay em seu comentário: "Nínive e Tiro não são mais que nomes, mas Cristo ainda vive"

Jesus diz que atrairia a si os seus por meio de um magnetismo irresistível originário de uma cruz que atua na história como um imã resgatador e o faz na certeza de que o amor sempre continuará vivendo muito tempo depois do desaparecimento do poder e da força. 

Assim como o imã inevitavelmente atrai por meio do magnetismo apenas os metais, a cruz adquiri para si apenas os que o amor conquista. 

APENAS o EVANGELHO da cruz propõe amor em lugar de poder e garante segurança. 


Soli Deo Glória! 

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