quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

A LUZ DO CAMINHO

João 9.1-41 #UMCAMINHOPRAANDAR

Ao ser interrogado como tudo havia acontecido, o cego tenta explicar, como que o problema que o acompanhava desde seu nascimento em um instante deixa de existir? A resposta foi a seguinte: “Um homem chamado Jesus”, passou pela sua vida, tocou-o, deu direção mostrando o que deveria fazer, ensinou o poder transformador que existe em sua palavra quando a obedecemos, simplesmente um homem chamado Jesus.

De fato para aqueles que viviam em trevas apareceu uma grande luz, como diz Merril Frederick Unger; “o encontro é a ilustração a luz e a iluminação para nova vida que se encontra em Cristo”. Não foram o lodo e a saliva que realizaram a cura, mas essas coisas simbolizaram o que fez o poder criativo de Cristo, o redentor-criador. Quando o judaísmo expulsou o homem curado, lançou-o nos braços de um Senhor amoroso. Esse sinal, como os outros sinais e sermões em João, antecipam a posição do verdadeiro cristianismo fora da esfera do judaísmo.

Teologia de causa e efeito.

Quem pecou? A curiosidade era saber quem tinha culpa na doença, se era ele mesmo ou os seus pais. Jesus nos mostra um novo jeito de analisar os problemas humanos, viu os dramas, o sofrimento, não como um cenário onde os nossos erros são denunciados em espécie de castigo.

Quando diz que a doença do cego existia para que “se manifestem nele as obras de Deus”. Fica claro que sua ação é de transformar as misérias do mundo numa oportunidade de servir e glorificar a Deus. Em Cristo o homem não encontra alguém que explicará suas dores como um processo de alivio, se vendo a partir disso como alguém merecedor da história que vive. Em Cristo somos acolhidos, não temos apenas uma resposta sobre as dores que carregamos, ele toca em nossa dor, nos faz livres da culpa, não define nossa miséria como um signo que será experimentado por toda vida.

Sua missão esta em nos dizer que o mal que carregamos não tem a última palavra, a última palavra é dele, ao carregar sobre si todas as nossas dores, esta definido que na cruz os nossos sofrimentos se tornam dele e o castigo que nos traz a paz repousa sobre seus ombros.

A Missão de abençoar

“façamos as obras daquele que me enviou”. A declaração de Jesus esta no plural, sua convocação aos discípulos é para que eles fossem homens que abençoasse aos outros, gente que serve, que se inclina diante da necessidade do próximo.

O nosso envolvimento com missão esta na perspectiva que a Missão é de Deus, nos envolvemos em processos onde Deus já esta realizando algo. A realização de Deus acontece antes mesmo de algum movimento nosso. Nosso envolvimento parte da certeza que Deus já estava fazendo algo, antes mesmo da gente iniciar, e a partir disso cooperamos com Deus em sua missão de abençoar e transformar o homem.

O convite de Jesus não esta baseado em uma resolução de problemas, mas, em uma transformação de vida. Ao perguntar se realmente o cego queria ver, Ele esta levando o cego a entender toda a transformação e as consequências disso em sua vida. O único meio de uma pessoa deficiente como ele obter dinheiro ou alguma coisa era através da mendicância, então Jesus esta tocando em sua fonte de sustento.

A benção da cura não tem um fim último, na verdade se tornou um meio para que se cumprisse um propósito maior. A maravilha do relato de João não se restringe ao milagre, vai um pouco além, é a confissão do cego sobre o “homem chamado Jesus”, que nos mostra o fim último do milagre. No verso 38, ele afirmou: “Creio, Senhor, e o Adorou”. Cristo se torna o objeto de sua fé e adoração.

A missão de Deus em nós e através de nós, em meio às dores humanas, tem como finalidade nos abençoar para que possamos abençoar outros, para que depois de tudo realizado brote em nossos lábios que Ele é o Cristo, a nossa adoração. O milagre da confissão, e a luz que ilumina o nosso caminho, fazendo com que o “homem chamado Jesus”, se torne o nosso Messias!

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